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quarta-feira, 20 de abril de 2011



Antônio de Nazareth Frazão Tavernard (October 10 , 1908)-(May 2, 1936) .

Antônio Tavernard was born in October 10, 1908, at Siqueira Mendes street, 585, in Vila de São João do pinheiro, nowadays known as Icoaraci. His father, othílio Tavernard worked at Santa Casa de Misericordia, and at “A Província do Pará” as redactor, his mother, Marieta Frazão Tavernerd, was a housekeeper. His family moved to the capita city, Belém, settling down at “Coselheiro Furtado” avenue with “Generalíssimo Deodoro” in a place named for them as “Retiro São Benedito”.

Antônio Tavernard got his primary school at “Externato Santa Mônica”; later he got into the “Ginásio Paraense” (Paes de Carvalho) where the poet studied the humanity course. When he was nineteen he got second position in a national short story concourse supported by a magazine named “primeira”.

In 1925 Tavernaed finished the high school, and got into the “Facudade de Direito do Pará” (the Pará Law faculty), where he got “hanseníase” (leprosy), the sickness that leaded him to the death on Mai 2, 1936.

Antonio Tavernard was compositor, dramaturge, journalist and poet.

SELECTED LIST OF WORK

Poetry:

  • Fêmea
  • Os Sacrificados
  • Misticos e Barbaros (1953, pothumous)

Theater:

  • A Casa da Viúva Costa
  • A Menina dos 20 mil
  • Seringuadela

Musical production:

  • Foi Boto Sinhá
  • Romance
  • Matinta-pereira
  • Hino do clube do Remo

Antônio Tavernard born in a period of time that Belém, the capital of Pará, usually be involved in a mystical atmosphere because of the “Círio de Nararé”, the biggest ecumenical-religious festival of the world that is considered the “paraense” Christmas. Because of this, the tony’s father (tony is short for Antonio) decided to name his little boy, Antonio de Nazareth Frazão Tavernard, maybe foreseeing the short and painful life of his son.

At that time Belém was a quiet and bohemia city, a place where the neighbors talked with each other, the friends always meet each other to declaim poems. The families always opened the door for friends, and every October days the backyard was the place to celebrate the “Círio”, “São João”, “Carnaval” or anything else.

When Antonio Tavernard was eighteen he fell sick. After a little while the doctors discovered that he had got leprosy and there was no cure for this kind of sickness at that time. So there was all over, his youth, health and his brilliant future. He had to abandon the faculty and to isolate himself at a chalet named “Rancho Fundo” (deep cabin). The house and the chalet were linked by a string that had a bell in its end, and unfortunately the bell rang for the last time in May 2, 1936. But the consciousness of his new sad situation let Antonio Tavernard to work as if each day was the last one, and before the end of his life his literary work was incredibly beautiful.

Antônio Tavernard started publishing when he studied at “Ginásio Paes de Carvalho”, he published for GPC news paper that was a school press well known among the students in that days. He was one of redactors of the “A Semana”, a very important magazine at 1930’s, in Belém.

Antonio Tavernard converted his own prison in a particular world where he worked his contrastive feelings; he was always helped by his mother who took news paper, magazine and paper to him. But he was not abandoned by his true friends, and he got more of them who rounded his bed, playing, singing and declaiming with him during the time that preceded his advanced healthless estate.

Many people come to see face to face that so brilliant spirit, that even though be confined in a little room, was a cooperator for almost all national press.

Once, Paschoal Carlos Magno, the intellectual who was visiting the capital, decided to know Antônio Tavernard and it would have been a saying by the visitor: it is a pleaser to know the new “Machado de Assis”, it would have been answered by Tavernard: less talent and more pain.

Antônio Tavernad and Waldemar Henrique had never been together at the same place, but through a friend (Fernando Castro, his partner in “A Menina dos 20 mil”), they worked together at “Foi Boto sinhá” and “Matinta-pereira”.

SIMILITUDES
(Antônio Tavernard)

Nasci em frente ao mar.
Meu primeiro vagido
misturou-se ao fragor do seu bramido

Tenho a vida do mar!
Tenho a alma do mar!

A mesma inquietude indefinível,
que nele é onda, e é em mim anseio,
faz-nos tremer, faz-nos fremir, faz-nos vibrar.
Às vezes, creio
que da minha loucura do impossível
sofre também o mar.
Tenho a sua amplidão iluminada
- o meu amor; e seu velário de brumas
- minha mágoa.
Ruge a tormenta... E o que ele faz com a frágua:
embates colossais,
faço com a minha fé petrificada...
té que tudo se extingue em turbilhões de espumas
e de lágrimas... Destinos abismais!...

Guarda em si tempestades que estraçoam,
Cóleras formidáveis em mim guardo...
Sobre o meu pensamento, idéias voam,
voam alciões sobre o seu dorso pardo...

Meu gigantesco irmão,
Senhor do cataclismo,
se tens, por coração, um negro abismo,
eu tenho, por abismo, um coração.
Dentro de ti, quantos naufrágios, quantos,
de naves rotas pelos vendavais?!...
E, dentro de mim, sob aguaçais de prantos,
quantos naufrágios, quantos, quantos,
de sonhos, de ilusões e de ideais?!...

Faço trovas a alguém que não posso beijar
tal como tu, na angústia de querê-las
sem as poder tocar,
fazes, nas noites brancas de luar,
serenatas inúteis às estrelas...

Sou bem fraco, porém, e tu és forte...
Nada te vencerá, há de vencer-me a morte...
Embora!... Mar morto, água dormida
que por mais nada nem de leve ondeia,
hei de deixar meus versos pela vida,
como tu deixas âmbar pela areia!...

References

Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Tavernard"

Categorias: Literatura brasileira de expressão amazônica | Poetas do Pará | Dramaturgos do Brasil | Naturais de Belém

• Enzo Carlo Barrocco

Extraído de "Tavernard, Pássaro Doente" do seu "Recanto das Letras"

• Benilton Cruz

Extraído de seu "Mente, Poeta (Consideraçoes sobre o poeta Antonio Tavenard)"

• Wikipédia
Extraído da Eniclopédia livre de Antonio Tavenard
• Carlos Correia Santos
Extraído do seu "Comentario sobre a obra de Antonio Tavernard", no portal Janela Cultural

www.paramais.com.br e no link direto da revista, edição 108: http://pt.calameo.com/read/000346966dc62ccc8189e (páginas 36, 37 e 38).


Por Carlos Correia Santos*

*CARLOS CORREIA SANTOS é pesquisador e escritor premiado nacionalmente, autor, dentre outras obras, das peças "Nu Nery", "Ópera Profano" e do romance "Velas na Tapera".

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O VOTO OBRIGATÓRIO


No dias de ontem (22/02/2011) fora veiculado nos telejornais locais, imagens de um prefeito de uma cidade do Amazonas dizendo para uma cidadã, em resposta a seus apelos por moradia, que morresse. Como se já não bastasse o tom agressivo da resposta ainda ironizou-a, dando a entender que o fato da mesma ser paraense, explicava o fato dela está naquela situação.

Levando em considerarão que nossos representantes só aparecem na mídia ou por escândalos ou para soltar declarações infames como essa, ou ainda na melhor (ou pior) das hipóteses em períodos eleitorais envoltos em roupas limpas e em palavras bem articuladas, certos de nossa total ignorância, devemos nos perguntar: será que o voto obrigatório ainda é um exercício de cidadania?

Devemos procurar lembrar as verdadeiras acepções das palavras cidadão e democracia. Pois cidadão é o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado (Brasil), e democracia é o governo do povo, soberania popular; doutrina ou regime político baseado nos princípios na soberania popular e da distribuição equitativa do poder.

Podemos perceber a imensa distância que separa a teoria da realidade. Hoje vemos os três poderes divididos em várias bancadas, entre elas está a dos empresários, a rural, a dos evangélicos, a dos católicos, a dos trabalhadores, a do esporte, a dos separatistas etc. Todas trafegam entre situação e oposição de acordo com seus interesses, tudo como manda o figurino. Mas a rigor não há um único partido que se preocupe com o cidadão brasileiro e que o insira numa democracia.

Chega a ser cômico a voracidade com que degladeiam-se, com a desculpa de quererem um salário digno para os trabalhadores, quando sabemos que na verdade só querem ver o circo pegar fogo, pois quando se trata de dobrar o próprio salário, isso é feito em total conluio e na mais absoluta surdina, esgueirando-se por toda e qualquer burocracia. O referido prefeito da cidade situada no Estado anteriormente mencionado usou-se do revanchismo (idiota) existente entre os dois Estados para encobrir seu total desinteresse nos cidadãos daquela cidade, ou de qualquer outra, postura muito comum (infelizmente) entre a maioria das pessoas que ocupam um cargo no executivo.

A falta de opções sérias e confiáveis nos leva a votar nulo, em branco, ou o que é mais grave, votar em figuras caricaturas para fugir das penas impostas aos cidadãos que furtarem-se de exercer o “direito” ao voto.

Em países como o USA o voto não é obrigatório. Isso faz com que o candidato, seja ele qual for, se veja obrigado a conquistar cada voto por meio de compromisso e seriedade, só assim um eleitor se dispõe a sair do conforto de sua casa para votar.

Votar deveria ser: ter direito a voto, e não ser obrigado a isso. E o voto deveria ser o modo de expressar a vontade num ato eleitoral. Mesmo se essa vontade for se abster.

O voto obrigatório evidentemente não se traduz no gozo dos direitos civis e políticos, mas sim numa obrigação degradante e desnecessária, pois o resultado nunca se reflete de forma positiva na vida do cidadão, tendo em vista que os problemas que nos afligem perduram por mais de quinhentos anos.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O TRABALHO ESCRAVO E SUAS VÁRIAS FACETAS





Segundo a definição usualmente encontrada, o trabalho escravo se configura pelo trabalho degradante aliado ao cerceamento da liberdade. Naturalmente não vivemos o período que precedeu a lei Áurea de 13 de Maio de 1888, onde uma pessoa poderia ter o direito de propriedade sobre outra. Entretanto, se observarmos com um pouco mais de carinho, sem o medo de perdermos todo o conforto que a vida moderna nos proporciona, poderemos ver que ainda vivemos em uma sociedade onde o trabalho escravo é a maior mão de obra.

Vivemos em um período em que as palavras chaves são: globalização; inovação; preocupação com o meio ambiente e a tal da busca da qualidade de vida. O que poucas pessoas percebem é que tais palavras são conceitos antagônicos que se repelem. Mas que são usadas em uma equação cujo resultado é o mascaramento de uma realidade muito simples e cruel, o trabalho degradante aliado a liberdade cerceada.

Comprovamos isso quando acompanhamos histórias de pessoas que vêm do interior para a capital, ou quando outra vai de Belém para o Centro-Sul do país, ou ainda quando alguém sai do Brasil para arriscar a sorte em outro país.

No período da primeira Revolução Industrial vimos o surgimento do panoptismo abordado por Foucaut, onde já não era a força ou as correntes o meio pelo qual poucos indivíduos dominavam muitos.

Ainda hoje, em pleno século XXI, vemos nas varias atividades da agropecuária, no mercado da prostituição entre outras tantas atividades ilegais, situações que refletem a mesma realidade, ou seja, pessoas presas sob ameaças físicas, terror psicológico ou longas distâncias de sua cidade natal ou qualquer outra cidade.

A tentativa da junção das tais palavras da moda cria uma deformação de valores perfeitamente aceitável no mundo capitalista, onde a exploração de massas de miseráveis é chamada de inclusão social, por está levando emprego aonde não havia, oferecendo assim um futuro melhor a essas pessoas que outrora estavam fora do mercado consumidor.

Dentro dessa deformidade ocasionada por essa equação, percebemos que países que possui moeda forte, mercado forte e tecnologia de ponta vêm em países como a China, Índia e até mesmo o Brasil pontos de apoio à escravidão “politicamente correta”, onde conseguem matéria prima e mão de obra a preço irrisório.

Portanto, se trocarmos alguns elementos dentro da equação, teremos uma equação equivalente, onde o resultado terá várias raízes.Ex: 1 sobre 2; 1 sobre 6; 1 sobre 15. Dependendo da relação, moeda local e dólar ou euro. A degradação está no fato de que o indivíduo recebe metade, um terço, um quinze avos, (...), do que merece. O cerceamento da liberdade está no fato de que esse indivíduo não tem como escapar dessa situação, pois sua vida está atrelada a seus patrões por meio de contratos de trabalho, individual ou coletivo de conteúdo duvidoso.

Dessa forma concluímos que o trabalho escravo realmente tem várias facetas, e algumas dessas nos chocam enquanto que outras nos parecem ser tão normais quanto comprar um celular que sabemos que vale R$ 500, por R$ 99,90.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011


O jornal Diário do Pará traz em sua edição do dia 06/11/2010, a manchete: Chegou a hora de encarar o ENEM. E como tema da reportagem: " ENEM testa 164 mil no Pará hoje e amanhã". Por certo cada um que conseguiu se inscrever (pagar) para submeter-se ao exame, deve ter se preparado intelectual, psicológica e fisicamente, devido à relevada importância que o exame vem assumindo gradativamente desde quando fora criado em 1998. E nos fora apresentado como sendo um ingênuo teste de carater auto-avaliativo e opcional, aos alunos concluintes do ensino médio.
Evidentemente não será o primeiro tampouco o ultimo teste que esses candidatos ao ensino superior enfrentarão. Todavia, será que em algum momento em suas vidas pararam para se perguntar o porquê dessa corrida frenética? Se isso atende a algum propósito e interesse? É provável que nunca tenham tido tempo para isso.
No texto A VERDADE E AS FORMAS JURÍDICAS (cap.5), Michek Foucaut ( filósofo francês, 1926-1984), identifica como sendo a primeira função das instituições de de sequestro, estatais ou não ( escolas, hospitais, prisões ...), A EXTRAÇÃO DA TOTALIDADE TO TEMPO, isso é, o indivíduo doa todo seu tempo de existência ao trabalho. E como segundo, FAZER COM QUE O CORPO DOS HOMENS SE TORNE FORÇA DE TRABALHO. O trabalho passa a ser o meio pelo qual o indivíduo alcança uma recompensa dentro de um mecanismo que Foucaut classifica como sendo do consumo e da publicidade ( nos países desenvolvidos).
Quando uma criança aprende a falar, ler e escrever, ela já começa a formar seu currículo, isso é, ela já está sendo capturado pelo que Foucault chama de tecnologia política dos corpos. O indivíduo torna-se um objeto sob total controle e observação contínua. A disciplina imposta a ele, torna-o apto e domesticado, forte e manso, um perfeito cidadão que acredita piamente em máximas como: cabeça vazia... Oficina do diabo; o trabalho dignifica o homem; garanta seu futuro estudando no...; teste seu conhecimento, inscreva-se na... E tantas outras que ao que parece tentam criar estereótipos quase literários, digo, personagens planos de suas próprias vidas.
Depois de ter o tempo e força transformados em trabalho (primeira e segunda funções), as instituições de sequestros ainda submetem o indivíduo a uma terceira , ou seja, AO PODER ECONÔMICO E POLÍTICO E UM MICRO-PODER JUDICIÁRIO. É nesse contexto que devemos fixar nossa atenção. Segundo o filósofo francês, " o sistema escolar é também inteiramente baseado em uma espécie de poder judiciário. A todo momento se pune e se recompensa, se avalia, se classifica, se diz quem é o melhor, quem é o pior". Ora! O ENEM além de representar, ainda serve de ferramenta de adequação a todos os propósitos e interesses surgidos nos primórdios do capitalismo, e que nos são repassados até hoje com um belo rótulo de modernidade. Tais interesses e propósitos moldados por conflitos de poderes, parecem ter adquirido vida própria. Ironicamente dentro desse prisma a criatura passara a dominar o criador, isto é, a humanidade. Ela desenvolve-se, multiplica-se, aperfeiçoa-se em todas as esferas existenciais do ser humano, como uma tecnologia do saber, do poder, do pensamento etc. Algo brilhantemente representado no filme MATRIX( co-produção australiana e norte-americana de 1999. Dirigida por Andy Wachowski e Larry Wachowski ).
Submeter-se, e passar em exames como o do pezinho, tem a mesma importância psicológica no âmbito familiar que tem ser aprovado no vestibular ou alcançar uma boa pontuação no ENEM, pois indica normalidade. E normalidade é especialmente circundada pela disciplina. Observe a relação de coisas que podem e que não podem ser portadas no momento da aplicação do ENEM. Esse meio de avaliação que pune e recompensa também segue o modelo panóptico que geralmente é adotado pelas instituições de sequestro, que segundo Michek Foucaut consiste em querer fazer com que o maior número de pessoas seja oferecida como espetáculo a um só indivíduo encarregado de vigiá-los. Todavia não quero reter-me em questões estruturais adotados por aquelas instituições, e sim nos meios de controle aplicados por elas.
O indivíduo vê seu tempo tomado, sua força tomada, vê sua vida controlada pelos poderes do Estado e pelos micro- poderes. Então por que o controle ainda é possível? Por que o indivíduo submete-se a tal situação?
Ora! mesmo se o indivíduo fosse tomado pela luz de consciência sobre sua situação ele somente descobriria que desde que nascera fora doutrinado a pensar que o seu trabalho (que é o resultado da supressão de sua vida) é o fiel da balança na sua relação com o poder econômico e o poder político que estão intrissicamente ligados à sua realidade social. Então para esse indivíduo envolvido até a alma, capturado pelos olhos, ouvidos, boca, narinas, pele, pensamentos e sonhos, desligar-se dessa realidade seria (suponho) algo como recuperar alguém que fora viciado em uma droga fortíssima por toda sua vida. Evidentemente não trata-se de um feito impossível, todavia seria necessário fazer com que esse indivíduo fizesse a pergunta: " por que essa corrida frenética? Se isso atende a algum propósito ou interesse, aquém ou a que serve tal propósito e interesse?", e ainda, fazer com que ale não chegasse a conclusão de que pensar sobre isso não passa de perda de tempo, e tempo é "dinheiro!".
Contudo, o período que sucede a preparação e precede o descarte é demasiadamente efêmero, isto é, não há de fato uma moeda de troca, o que há é uma via de mão única, e para tentar equilibrar essa situação, tendo em vista que estamos todos diretamente conectados a essa realidade; seria necessário mudar as diretrizes educacionais já nas bases do ensino primário, implantando pensamentos questionadores e reflexivos, para que possivelmente em uma ou duas gerações, se ainda existisse o ENEM, o candidato ao menos saberia o porquê está sendo obrigado a submeter-se a tal exame, e talvez pensasse, completamente ausente de culpa, que poderia não fazê-lo se assim desejasse.

domingo, 24 de outubro de 2010

CONTINUAÇÃO SOLIDÃO



Minha amiga é ela.

Quieta e calada,

Segue-me acompanhando

Quando estou acompanhado

Da ausência da figura mais bela!

Estou só!

Abandonado por todas WWW.com.vocês.

Sem cálidos beijos de mentiras,

Sem e-mail de tê-la outra vez.

Com ranhuras na razão abalada,

Parado como antes.

Sendo lápis e papel as amantes

Sem perfumes, sem toque, sem nada!

Sem beijo, como alguém amado,

Por doces lábios de alguém apaixonada.

Terei eu tão enfadada sorte?!...

De triste fim. Partir dessa vida,

Sem ter alguém como minha querida.

Que por mim lamente,

Quando eu finalmente beijar a morte?

MARGARIDA





Adoro teu sorriso.

Mesmo que falso ele seja;

Pois sai de tua boca,

Que em sonhos, a minha almeja.

Que de mel doces lábios margarida,

Desejando que lambuzada neles,

A minha esteja!

Adoro teus olhos.

Mesmo que neles os meus nada sejam;

Avista que a alma minha encara a tua,

Chorando o desprezo de tua casca crua

Engolindo os prantos

Para que os olhos teus não os vejam!

Adoro você!

Que habita esse belo corpo moreno.

Que fala como orgasmo,

Quando quer me enganar.

Deixando-me imóvel como presa no cerco.

Deixando-me indefeso como pena no ar.

Deixando-me oco, como tuas veias sem vida;

Ainda sim, quase consigo escapar.

funeral blues


FUNERAL BLUES (W.H.AUDEN)

Congelem o tempo e cada longínquo som de dor.

Satisfaçam o cão, silenciando seu ladrar.

Larguem os pianos, e com emudecido tambor.

Faça-se o funeral, deixe o cortejo chorar.

Deixem os aviões fremindo num só lamento.

Rabiscando o dizer “ELE MORREU!”; no firmamento.

Vistam luto os alados símbolos da paz.

Vistam luto as mãos da lei, por um ser fugaz.

Ele fora o paradoxo em minha luta, meus pontos cardeais.

Em parte me era labuta; e meu descanso em tudo mais.

Minha inspiração e sonho, meu declamar cantado.

Idealizei um amor eterno e idôneo, agora sei, estava errado.

Abandonem as estrelas, pois perderam o lume.

Recolham a lua, o sol... Anulem.

Sequem o oceano e extingam a floresta.

Pois não há alívio humano, no futuro que me resta.

(tradução-versão: ANTONIO DIAS)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

trabalho da UFPa.

A obra “ABC da literatura” (ABC of reading) de Ezra Pound visa trazer à luz, para o deleite daquelas que verdadeiramente procuram saber como se dever estudar poesia, sua visão crítica de como fazê-lo através do método circundado em “How to read” (como ler).
Segundo o autor a tendência a abstração de valores, e de sentidos, isto é, conceitos metafísicos gradativamente mais genéricos que teria tido início na Idade Média, na ausência de uma ciência material, conduz o entendimento a um campo inalcançável ao interlocutor. Esse método é classificado como inadequado pelo autor.
Nesta obra o autor prima por uma abordagem científica, prática e objetiva do objeto a ser estudado, Isto é, despir a poesia de tudo que não for essência pura, isso implica em abandonar qualquer coisa que possa desviar a atenção impedindo que haja um julgamento correto e preciso. Pound ilustra seu ponto de vista citando “A história de Agassiz e do peixe” (a qual batiza como o nascer da ciência moderna) e “O ensaio sobre os caracteres gráficos Chineses” de Ereste Fenollosa.
Para exemplificar o quanto a prática é insubstituível no processo de produzir conhecimento o autor vale-se da comparação entre o assistir a dois concertos e a leitura de uma crítica musical, como se instigando o leitor a se perguntar, qual a melhor forma de se obter um conhecimento realmente consistente, e sobre tudo, não somente reverberado. Seguindo a linha do pensamento científico, o autor ainda cita como exemplo hipotético a emissão de um cheque, cujo valor fosse muito alto e a emissão de conhecimento; de quem você aceitaria, de um desconhecido ou de alguém respaldado? Já visando à apresentação de sua lista de leitura que considera como indispensável para se saber o valor de um novo livro.
Obviamente trata-se de um olhar positivista sobre a produção poética. Todavia, penso que a poesia não pode ser tratada como objeto de estudo científico, dissecada, cortada e posta em lâminas como em estudos de Botânica.
Mesmo sabendo que o método científico é atualmente o meio respaldado de produção de verdade, e já o é a bastante tempo, penso que tal abordagem poderia se dar perfeitamente na prosa , cito: “não se pode falar da origem de um fenômeno, seja ele qual for, antes de descrevê-lo (...)”;”porque falar de gênese sem dar uma atenção especial ao problema da descrição (...) é completamente inútil “;”Da exatidão da classificação depende a exatidão do estudo posterior”. (Vladimir I. Propp. Morfologia do Conto Maravilhoso- pg.9), contudo, o mesmo não se aplica á poesia.
Segundo Octavio Paz (poeta, ensaísta, tradutor e diplomata mexicano) em O Arco e a Lira: “o ritmo se dá espontaneamente em toda forma verbal, mas só no poema se manifesta plenamente (...);” pela violência da razão, as palavras se desprendem do ritmo; essa violência racional sustenta a prosa”; ”Deixar o pensamento em liberdade, divagar, é regressar ao ritmo; as razões se transformam em correspondências; os silogismos em analogias e a marcha intelectual em fluir de imagem.”; “A poesia ignora o progresso ou a evolução a suas origens e seu fim se confundem com as da linguagem. A prosa que é principalmente um instrumento de crítica e análise, exige uma lenta maturação e só se produz após uma longa séries de esforços tendentes a dominar a fala”.
Baseado nesses pensamentos eu digo que a poesia, de forma alguma pode ser esquadrinhada por meios científicos, pois ela é um universo composto por infinitos elementos alheios a essa ótica.
Encerro citando mais uma vez Octavio Paz: “O poema (...) apresenta-se como um universo auto-suficiente e no qual o fim é também um princípio que volta, se repete e se recria.”.

MARCO ANTONIO DIAS DA SILVA



ABC da Literatura: Como estudar Poesia.


Universidade Federal do Pará
Belém-Pará
2010

MARCO ANTONIO DIAS DA SILVA


ABC da Literatura: Como estudar Poesia.


Resumo crítico á disciplina Teoria do
Texto Poético, sob a orientação da
profª. ,(...), como requisito
para a obtenção da 1ª avaliação da
referida disciplina do curso de Letras
Hab. Língua Inglesa de Universidade
Federal do Pará.


UFPA
Belém-2010
POUND, Ezra. ABC da Literatura; organização e apresentação da edição brasileira Augusto de Campos; tradução de Augusto de Campos e José Paulo Paes. – 11ª. Ed.- São Paulo. Cultrix,2006.

Referências

POUND, Ezra. ABC da Literatura; organização e apresentação da edição brasileira Augusto de Campos; tradução de Augusto de Campos e José Paulo Paes. – 11ª. Ed.- São Paulo. Cultrix,2006.
PAZ, Octavio. Verso e prosa in O arco e a lira. Rio de Janeiro: 2a ed. Nova Fronteira, 1982.
PROPP, Vladimir. Morfologia do conto maravilhoso. (...). 1928.

A grama do vizinho é sempre mais verde


Será que finalmente as raízes negras, que por tanto tempo ficaram asfixiadas sob uma cultura de intolerância, geraram “o fruto” que simbolizará suas reais importâncias na História?
Sabemos que durante o imperialismo das Grandes Navegações, os negros, agora escravos, tornaram-se a pilastra mor da economia mercantilista. Em países como o Brasil, tais raízes adubaram grandes lavouras de café, com sangue, suor e lágrimas, concebendo grandes lucros a seus “proprietários”.
A passagem do mercantilismo para o capitalismo, que exerceu papel fundamental na mudança de relação, (senhor e escravo para patrão empregado), a qual deveria inserir o negro no mercado consumidor, acabou por marginalizá-lo ainda mais. Todavia, diferentemente do que ocorrera no Brasil, onde os escravos receberam apenas um grande “pé na bunda”, nos Estados Unidos, a política adotada fora a do “pegue um burro e um lote de terra”.
Como meros observadores da História, nos não saberíamos dizer, qual tipo de segregação é mais cruel, entretanto podemos afirmar que a exercida em nosso país é a mais covarde, pois nos dias de hoje os negros ainda dependem de cotas para terem acesso ao ensino superior. Enquanto aqui existe apenas uma Universidade direcionada à cultura negra (Zumbi dos Palmares, BA) com pouco mais de três anos, lá existem mais de uma dezena de centenárias instituições superiores voltadas somente para afro-descendentes.
A recusa de uma cidadã americana negra a ceder seu lugar a um branco, no interior de um coletivo, a levou à prisão, dando início a um grande movimento visando sua libertação. Este fato levou um jovem (Martin Luterking) a sonhar um mundo onde seus netos seriam tratados como iguais. Morreu sem vê-lo. Porém, o atual presidente eleito do U.S.A (Barack Obama), um respeitado intelectual; traduz com humilhante certeza que a terra do vizinho fora melhor adubada.
Então podemos concluir que sim! As raízes negras despiram-se do rótulo “under ground” para florescer no topo do mundo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

DAMA

AS HORAS QUE PASSAM,
SEMPRE ME SÃO AS MESMAS
DE QUANDO JÁ CAMINHAVA NO ERRO DA EXISTÊNCIA
NUM VAZIO DE MUNDO EXTERNO,
VORAZ SORRISO DE DAMA NEGRA, DANDO-ME A MÃO.
SEU CALOR EMANA PRANTO;
EM SEU FRIO DE ETERNO INVERNO...
EM SEUS BRAÇOS, JÁ ME TINHA A SOLIDÃO!



MÃE DE TODOS MEUS MOMENTOS,
BEIJANDO A RETINA DOS OLHOS ORVALHADOS,
CONHECEDORA, DE QUANDO FINJO SENTIMENTOS.
MINHA REAL COMPANHEIRA
ENQUANTO FICO A TEU LADO!

ÁRIA DA SOLIDÃO



SE A MORTE VIESSE-ME HOJE,
DIGO COM TRISTE REALIDADE.
MORRERIA DE UM SURTO DE AMARGURA
POIS DE MINGUEM NO AMANHÃ EM FISSURA
ROMPERIA-SE O PEITO DE SAUDADE!


E SOB SETE PALMOS, QUEM SABE UM DIA,
ATRAVÉS DE MEUS VERSOS POSSA AINDA ENCONTRAR,
SIMILAR LAMENTAÇÃO DE IGUAL MELODIA
DE UMA ALMA INQUIETA, QUE SÓ QUEIRA AMAR.


EM VERDADE, CANSEI DO AMOR DE AMANTES,
DOS CHEIROS CONSTANTES, QUE A MIM NADA TROUXERAM,
E JÁ QUE A MORTE NÃO ME VEIO ANTES...
QUE TOQUEM A ÁRIA SOFRIDA, QUE P’RA MIM COMPUSERAM!

SORTE?






FARTO ESTOU DE TANTA COMPAIXÃO,
DE TANTA ORAÇÃO EM MEU BENEFÍCIO!
FARTO ESTOU DE SABER,
O QUÃO BOM SERIA MEU AMOR,
SE EM OUTRO, ENCONTRASSE UM DIA!
AS VELAS SUFOCAM-ME EM BONDADE.
TAL COMO OS BEIJOS EM ROSTO!
TAL COMO ABRAÇOS DE IRMÃO!
COMO PEITO INFLADO DE NADA,
DESCANSANDO NA SOMBRA DA MORTE,
ABUSANDO DA SOLIDÃO.


ABUSANDO DA PASCIÊNCIA, DA SORTE! QUE SORTE?
QUE SORTE A MINHA ESTAR VIVO.
CERCADO DE AMIGOS, DE BONDADDE INFINITA...
QUE SORTE A MINHA PODER CHORAR SOZINHO!
QUE SOTE EM MEUS MONÓLOGOS
NÃO HAVER ALGUÉM PRA CENSURAR-ME...
QUE SORTE NÃO TER ALGUÉM PRA TOCAR,
E PODER DESCREVER PRÓPRIO PRANTO
ENTRE SORRISOS AMIGÁVEIS DANDO-ME FORÇA...
QUE SORTE, EM OUTROS PRANTOS DE BARROS RECANTOS,
DE EMOÇÃO DE VIDA SOPRAR INTENÇÃO!


QUE SORTE A MINHA PODER AMAR, ALMENOS AS SOMBRAS,
E NÃO SOFRER COM A REALIDADE,
COM A LUZ QUE CEGA.
QUE SORT A MINHA TER "DEUS" ME ESPERANDO
QUANDO O LONGO DIA ACABAR!




SÚ ESTIVERA NOS BRAÇOS MEUS
FRÁGIL COMO SÓ ELA,
UM SONHO PROIBIDO QUE QUISERA
POR MÍSEROS MINUTOS OCORREU.



IMAGINEI A BELA SEDA BRANCA AMASADA
RASGANDO O SOLUÇO E O RANGIDO...
IMPRIMINDO VERDES OLHOS EM FREMIDOS,
DOCE BOCA DE AMÁCIA SUFOCADA!


SEU NOME ERA SUZY!...LEMBRO-ME AGORA.
SÓ DESCONHEÇO O MOTIVO DA AMANTE,
POIS TINHA OLHAR TRISTE QUE DEVORA
MAIS DEPOIS, NÃO QUISÉRA-ME COMO ANTES...


ABANDONADO EU FORA, POR SENTIMENTOS MAIS SINCEROS,
E EM TURBILHÃO DE VOZES RECUSADAS, NUMA ME AGARREI,
TORNANDO SUZY; MAIS UMA BELA LEMBRAÇA QUE VENERO,
E OUTROS LÁBIOS, NAQUELA NOITE, BEIJEI!
BRASILEIRISMO I



DAS PALAVRAS, SUMIRAM COM A BELEZA
DA SAUDADE DEIXARAM APENAS A DOR...
IGNORANTES; IGNORARAM NOSSO PRANTO EM TRISTEZA
COM ALEGRE SORRISO DE CINISMO INCOLOR!



És tu mais um acrobata
Fugindo do terno que mata e devora?
Sob água de lona sem teto, agora entendo a piada...
És apenas mais um palhaço que chora!


Da verdade, roubaram a essência
Inocência de alma inculta, porém pura...
Deixando apenas de vida, experiência e demência,
Alamedas escuras no olhar de estranhas figuras.


Da alegria, roubaram a cor!
No grande lábaro tremula agora um grande vazio...
Na suntuosa promessa da qual nada ficou,
Brota meu pranto em teu corpo Brasil.
BOCA MUDA
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EM TUA, ESTANDO A MINHA BOCA
SABOR DE TUA RESPIRAÇÃO SULGADA,
TRAGANDO-TE A ALMA DE VIOLÊNCIA LOUCA
OLHOS VERMELHOS E VISÃO SALGADA.


AGORA JOGO AO RELENTO O LHAR,
BOCA SACIADA É BOCA LIVRE, POREM MUDA.
NO RELEVO FRIO AO TE TOCAR
EM NUCA DESNUDA, TUA FORMA DE SE DAR!


PELE FRESCA DE MORENA, TEU PESCOÇO
QUE BELEZA INESPLICÁVEL E TÃO PULSANTE...
LEMBRAR TUA AMIZADE ME É AGORA TAMANHO ESFORÇO!
VERDADE DE UMA INVERDADE DELIRANTE.


EM FIM TUDO SE APAGA!...
TOTAL SILÊNCIO DE LETARGIO AMAR,
SUPRESSÃO DE CORPO INSANO QUE SE ESMAGA
EMINENTE GOZO, CONSCIÊNCIA, DESPERTAR.
FOTOGRAFIA
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NOS MOMENTOS MENOS CONSTANTES
EPÍLOGO DOS PENSAMENTOS EM VOCÊ;
REBRILHO, LUZES DE AMANTES
QUE PÁLIDOS; NÃO CONSIGO ESQUECER!


COMO FOTOS DE ECLÍPSE NUM INSTANTE DE PASSADO
RABISCO DE SOMBRAS, NAS LUZES QUE ESCREVEM UM DIA,
EXPLOXÃO DE SORRISO EM PEITO GUARDADO
NASCENTE DE LÁGRIMAS, VAZÃO, NOSTALGIA!


O SILÊNCIO É A PAZ NO FLUIR DA NOITE CRESCENTE
INQUIETAÇÃO NO FRIO DO CORPO QUE SENTE,
CONTRAÇÃO DE ALMA QUE NÃO QUER DESCANÇAR
AUSÊNCIA FREQUENTE DE TEU CORPO PRA AMAR!


RAZÃO É FLUÊNCIA DE TUDO QUE NÃO CONSIGO APRENDER;
ACLAMAÇÃO DAS DESCUPAS P’RA FINGIR NÃO ME DAR,
DEMÊNCIA A QUAL ME FEZ TE PERDER,
HOJE VAGO NO ESPAÇO, DEITADO ONDE FOI TEU LUGAR!


LEMBRANÇAS ESSAS, ME SÃO VERDADEIRAS
COMO TODADAS AS NOTAS DO CANTO, QUE CONSIGO ALCANÇAR,
E NAS FALHAS QUE ARRANHARAM-ME A VAIDADE
POIS TU, COMO MELODIA, É A ÚNICA QUE NÃO CONSEGUI TOCAR!
MINHA AMIZADE
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TEUS OLHOS, ÀS VEZES TÃO TRISTES
CAPTURAM O EXATO INSTANTE,
NO ÊXTASE DE VAZIO QUE INSISTE
EM MANTER-TE A MEU LADO E TÃO DISTANTE!...


COM AUSÊNCIA TÃO SINCERA
DE LAÇOS FRATERNOS TÃO CRUÉIS,
RUFLANDO NUM PEITO QUE ESPERA
QUE MEUS SONHOS SEM VIDA, SALTEM DOS PAPEIS...


ÉS BOA AMIGA, E BELA, TAMBÉM SEI!
POIS CALO NO DESEJO, DE TER DO QUE SENTIR SAUDADE,
NÃO DEVES SABER QUE UM DIA TE AMEI
MANTENDO IRRETOCÁVEL, MEU SORRISO DE AMIZADE!
FIM DE NOITE III
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INCAPAZ SERIA EU, TORNAR-ME DESPOJADO,
SE ENTRE TANTOS DESENCANTOS DE CORAÇÕES, O MEU FOSSE ESCOLHIDO.
INCAPAZ SERIA... TORNAR-TE O SABOR SACRALIZADO,
SE POR UM INSTANTE, FOSSE EU! UM DESEJO DE TEUS LÁBIOS SUPRIMIDO.


MAS QUANDO A EXAUSTÃO EM TEU RESPIRAR, ROUBAR-ME O AR...
OFEGANTE UTOPIA NO AMOR DE CARNE EXPLORADA,
TALVEZ COMO FUMAÇA, DISSIPA-SE A MAGIA DE ESTAR,
A UM MILÍMETRO DA PESSOA DESEJADA.


POR ISSO, QUANDO PEGO-ME REVIRANDO SENTIMENTOS GUARDADOS
IMAGINANDO QUE EM TEU SORRISO, SERIA PROVA DE AMOR,
PERCEBO MEU MEDO, DO AFLORAR DE TEU PASSADO,
QUE TORNARIA MINHA PAIXÃO, IGUAL JÓIA SEM VALOR!


BEM CAPAZ SERIA EU, JOGARME EM PRÓPRIO PRANTO,
IGUAL TANTO DESENCANTO, POIS ASSIM JÁ O FIZERA.
POR TER TROCADO A INSPIRAÇÃO, NA PAZ DE MEU RECANTO,
PELA FRAGILIDADE DE SUPOSTO AMOR QUE ME QUISERA.


POR ISSO, MINHA AMIGA, QUERO TER-TE COMO A UM SONHO!
AÇUCARADO TOM DE VOZ, EM MEUS OUVIDOS SUSURRRRADO,
ALIVIANDO EM MINHAS NOITESA, A SOLIDÃO QUE ME IMPONHO...
NÃO PRECISO DA PRESENÇA, PARA QUE ESTEJAS A MEU LADO.

FIM DE NOITE II
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IMAGINO TEUS LÁBIOS, AGORA TÃO LONGE.
SEM A EMOÇÃO DA FRAGRÂNCIA EM ONDAS CURTAS,
MONTANDO O MOSAICO... ONDE TEU SORRISO SE ESCONDE.
AGORA DOS AMANTES, ESTÃO AS BOCAS MUDAS.


O SILÊNCIO ARRASTA-SE EM MEU "CLOURY" DIA,
BRUMANDO MEU OLHAR JÁ TÃO DISTANTE,
NEM SOMBRA DO CALOR EM TEU TOQUE, NOSTALGIA!


NO ESPELHO APENAS EU EM DESENCANTO
INTERIN DE MEU MUNDO E A REALIDADE,
SOLIDÃO DE MUITOS NOMES EM TAL RECANTO
ESCURIDÃO COMO REFLEXO DA SAUDADE.


TUA PRESENÇA, É ÁGUA QUE INVADE-ME AS LACUNAS,
SOPRO DE PURO AR NA ESFUMAÇADA EXISTÊNCIA,
ÉS O BEIJO QUE ESCARIFICA-ME AS RANHURAS.


NO TRAGO QUE FINJO EM COPO SECO
EMBRIAGO-ME NO SABOR DE TEU SABOR,
ALUCINAÇÃO DE TEU SIM EM CHORO MEIGO
CÚMPLICE, NO EXAURIR DE TEU AMOR!...